quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Takashi Murakami




O artista plástico nascido em Tóquio em 1962 é inspirado pela cultura otaku (na cultura japonesa otaku são individuos que são fans obcecados por um determinado assunto, no ocidente esse termo é dado a fans de animes e manga). Com imagens consideradas joviais Murakami descrevia os problemas pós-guerra no Japão, assim criando um estilo bem peculiar e único para seu trabalho com imagens "superchapadas". Com a estética do mangá e do anime, Murakami tece comentários sobre aspectos da sociedade japonesa moderna.


Em 1996 fundou uma fabrica Hiropon onde emprega mais de 100 artista no Japão e nos USA, onde ele desenvolve os conceitos e seus assistentes os transforma em pintura, gravuras, videos camisetas chaveiros e bonecos de plush. Em 2003, por pedido de Marc Jacobs, Murakami concebeu a linha Monogram Multicolore de bolsas e acessorios para a grife Louis Vuitton .




"Eu queria fazer desenho animados, mas desisti por falta de talento"
Takashi Murakami
       

domingo, 10 de outubro de 2010

Wassily Kandinsky

O Russo  Kandinsky (1866-1944) foi um professor da Bauhaus e introdutor da abstração no campo das artes visuais. Apesar da origem russa, adquiriu a nascionalidade francesa. Nascido em Moscou estudou direito chegando a s formar pela Univercidade de Moscou. Na década de 1911  Kandinsky desenvolve seus primeiros estudos não figurativos, fazendo com que seja considerado o primeiro pintor ocidental a produzir uma tela abstrata. A criação de Kandinsky de trabalhos puramente abstractos seguiu um longo período de intenso desenvolvimento e amadurecimento do pensamento teórico baseado nas suas experiências pessoais artísticas. Chamou a esta devoção como beleza interior, fervor de espírito e uma necessidade funda de desejo espiritual, que foi o aspecto principal da sua arte.
Kandinsky foi igualmente espiritualmente influenciado por Helena Petrovna Blavatasky  (1831-1891) o mais importante exponente da Teosofia (A Teosofia é um corpo de conhecimento que sintetiza Filosofia, Religião e Ciência nos tempos modernos) a teoria teosófica solicitou que a criação é uma proporção geométrica, começando num único ponto. O aspecto criativo das formas é expressado por uma série descendente de 
círculos, triângulos e quadrados.







O Cavaleiro Azul


As pinturas de Kandinsky do período em que fez parte do grupo Der Blaue Reiter ("O cavaleiro Azul") (1911-1914), foram compostas por massas coloridas largas e bastante expressivas, avaliadas independentemente a partir de formas e linhas que já não serviam para delimitá-las. Estas seriam sobrepostas numa forma bastante livre para formar pinturas duma força extraordinária.
A influência da música foi bastante importante no nascimento da arte abstracta, como sendo abstracta por natureza, este não tenta representar o mundo exterior mas antes para expressar, numa maneira imediata, os sentimentos interiores da alma humana. Kandinsky às vezes usava termos musicais para designar o seu trabalho; ele chamou a muitas das suas pinturas espontâneas “Improvisações”, e “Composições” a outras muito mais elaboradas e trabalhadas em comprimento, um termo que ressoou nele como um orador.
Além da pintura Kandinsky desenvolveu a sua opinião como um teórico da arte. De fato, a influência de Kandinsky na história da arte do ocidente talvez resulte mais dos seus trabalhos teóricos do que propriamente das suas pinturas.
Ao mesmo tempo que escrevia “Do espiritual na Arte”, Kandinsky escreveu o Almanaque do Cavaleiro Azul, que serviram tanto como defesa e promoção da arte abstracta, assim como uma prova de que todas as formas de arte eram igualmente capazes de alcançar o nível da espiritualidade. Ele acreditava que a cor podia ser usada numa pintura como uma coisa autónoma e distanciada de uma discrição visual de um objecto ou de uma qualquer forma.
Em constante contato com os artistas da vanguarda, passa a lecionar na Bauhaus até 1933 quando a escola é fechada pelo governo nazista. Muda-se para Paris e aí viveu até o fim de sua vida.



segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Robert Mapplethorpe



Robert Mapplethorpe (1946-1989) foi um fotógrafo norte-americano que se define por grande rigor em todos os aspectos da sua obra, criativos ou técnicos, fotografava flores e nus com a mesma paixão artistica e frizava "... fotografar uma flor não é muito diferente de fotografar um pau..." Conhecido como o documentarista da cena sadomasoquista gay, Mapplethorpe percorreu um longo caminho entre sua infância no Queens, em Nova Iorque, até o submundo GLS mais radical. Se sua vida teve vários desvios, sua arte teve vários caminhos. Mas foi na fotografia que este homem dúbio e incansável se afirmou. Exentrico (dormir em uma gaiola gigante, com lençóis pretos na cama) bissexual  mantia uma vida ao extremo, e sua arte é uma extenção do que vivia, muitos de seus trabalhos são até hoje impedidos de ser exibidos por suas imagens sexualmente explicitas. Robert Mapplethorpe morreu de complicações devida a AIDS, mas deixou trabalhos plasticos e polêmicos.





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